
Guia de lesões na mão e punho
A mão e o punho formam uma das estruturas mais complexas e versáteis do corpo humano, essenciais para uma vasta gama de movimentos e atividades diárias. O punho é a articulação que liga o antebraço à mão e é composto por oito pequenos ossos, conhecidos como ossos do carpo, além dos ossos do antebraço (rádio e ulna). A mão, por sua vez, é constituída por cinco metacarpos e catorze falanges, permitindo a flexibilidade e destreza necessárias para movimentos finos e precisos. Esta complexa rede de ossos é complementada por músculos, tendões e ligamentos que proporcionam movimento e estabilidade.
O design intrincado da mão e do punho permite não apenas a realização de movimentos básicos, como agarrar e soltar, mas também a execução de tarefas delicadas e precisas. A saúde da mão e do punho é crucial, pois problemas nestas áreas podem afetar significativamente a qualidade de vida, limitando a capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia. A manutenção da saúde da mão e do punho envolve a prevenção de lesões através da adoção de técnicas apropriadas durante atividades manuais, bem como a realização de exercícios regulares para fortalecer e aumentar a flexibilidade destas áreas.
A saúde da anca e da coxa é essencial para a mobilidade geral e para a capacidade de realizar atividades diárias sem dor ou desconforto. Problemas nesta área podem limitar significativamente o movimento e afetar a qualidade de vida. A manutenção da saúde da anca e da coxa envolve não apenas a prevenção de lesões através de exercícios de fortalecimento e alongamento, mas também a manutenção de um peso corporal saudável e a adoção de técnicas corretas durante atividades físicas.
Lesões na Mão e Punho: Patologias comuns
As lesões na mão e no punho são frequentes, especialmente devido a movimentos repetitivos ou ao uso excessivo em atividades diárias e laborais. Uma das lesões mais comuns é a tendinite, uma inflamação dos tendões que pode causar dor e rigidez.
A síndrome do túnel do carpo, uma condição resultante da compressão do nervo mediano no punho, é outra lesão frequente, caracterizada por dor, formigueiro e perda de força na mão. Fraturas e entorses também são comuns, particularmente em atividades que envolvem risco de queda ou impacto direto. Além disso, condições como a artrite podem afetar as articulações das mãos e do punho, causando dor e limitação de movimento.
A prevenção de lesões na mão e no punho passa por evitar movimentos repetitivos ou a utilização prolongada de força, manter uma boa postura e realizar exercícios de fortalecimento e alongamento. Em caso de lesão ou desconforto persistente, é essencial procurar orientação médica para um diagnóstico correto e tratamento adequado.
Conheça as lesões mais comuns da mão e do punho – causas, sintomas e tratamento.
Patologias mais frequentes na mão e punho
Síndrome do Túnel Cárpico
Síndrome do Túnel Cárpico
A Síndrome do Túnel Cárpico desenvolve-se pela compressão do nervo mediano, que percorre o braço até à mão, na sua passagem pelo túnel do carpo (região anatómica do pulso). Essa compressão provoca dor, dormência, formigueiro e fraqueza da mão, punho e dedos.
Sintomas
Dor, dormência e formigueiro na mão, punho, polegar, dedo indicador e médio, e por vezes no dedo anelar, geralmente durante a noite. Sensação de “choque elétrico” ou dor do punho em direção ao braço; nos casos mais graves pode apresentar fraqueza da mão com redução da força na preensão (capacidade de segurar e manipular objetos usando as mãos – agarrar, segurar, levantar e mover objetos com as mãos e dedos).
Fatores de Risco
Lesão ou inflamação do punho; Utilização intensiva das mãos como por exemplo no trabalho com computadores, trabalho com ferramentas vibratórias ou material que requer a manutenção de uma forte aderência das mãos; Hipotiroidismo; Diabetes, Artrite reumatóide; Obesidade; Sexo feminino; Gravidez; Idade avançada.
Fatores Protetores
Postura ergonómica sentado ou em pé seja no trabalho ou nas restantes atividades diárias que permita o repouso do punho e da mão; Evitar manter as mãos ou os punhos continuamente na mesma posição durante longos períodos de tempo; Evitar movimentos repetitivos que possam provocar lesões do punho ou da mão; Praticar exercícios de alongamento e fortalecimento muscular da mão e punho.
Tratamento
Uso de tala no punho para imobilizar a mão e reduzir a compressão do nervo mediano; exercícios de fortalecimento muscular e alívio da inflamação com gelo local poderão ser coadjuvantes. No entanto, parte das situações de compressão deste nervo poderão necessitar de tratamentos minimamente invasivos ou resolução cirúrgica.
Tendinite do Punho
Tendinite do Punho
A Tendinite do punho contrariamente ao entorse que corresponde a uma lesão ligamentar aguda, a tendinite desenvolve-se pelo uso excessivo ou movimentos repetitivos, com consequente inflamação dos tendões que integram a articulação do punho, o que provoca dor e desconforto na região do punho.
Sintomas
Dor no punho que pode se estender para o antebraço. Pode também ocorrer sensibilidade ao toque, inchaço localizado e dificuldade em mover o punho.
Fatores de Risco
Atividades que envolvem movimentos repetitivos do punho ou postura inadequada durante as mesmas: escrever no computador por longos períodos de tempo, usar ferramentas manuais que envolvam a utilização do punho ou praticar desportos como os de raquete; Lesões anteriores do punho; Algumas condições médicas subjacentes, como artrite.
Fatores Protetores
Prática de técnicas adequadas de ergonomia ao trabalhar ou realizar atividades que exigem movimentos do punho, tais como: uso de apoio para o punho seja para teclado ou rato de computador; pausas regulares para descanso e alongamentos; e evitar movimentos repetitivos excessivos.
Tratamento
Geralmente envolve uma combinação de repouso, aplicação de gelo local para reduzir a dor e a inflamação, bem como o uso de ortóteses para imobilizar e/ou “reforçar” o punho, o que irá reduzir o movimento das estruturas do punho e permitir a recuperação dos tendões. Deverá também ser enquadrada a execução de exercícios específicos para fortalecer os músculos e tendões do punho. Em casos mais graves ou persistentes, pode ser necessária a intervenção cirúrgica.
Tenossinovite de Quervain
Tenossinovite de Quervain
A Tenossinovite de Quervain caracteriza-se por uma inflamação dos tendões que passam por um túnel na zona do pulso, junto à base do polegar, com dor associada aos movimentos desses tendões. Esta dor pode ser provocada por pressão do lado do polegar junto do pulso e ao forçar a abertura do polegar contra resistência.
Sintomas
Dor e/ou inchaço na base do polegar; Dificuldade em mover o polegar e o pulso para um movimento de “beliscão”, virar ou flectir o pulso, fechar a mão ou agarrar um objeto; Sensação de que o polegar está “colado” ao tentar movê-lo; Há quem também sinta dormência no polegar ou dedos adjacentes. Quando não tratado, a dor poderá propagar-se para a palma da mão ou antebraço.
Fatores de Risco
Lesão direta no punho ou nos tendões que controlam o movimento do polegar; Atividades que envolvam movimentos repetidos da mão que exijam força do punho e/ou polegar (como levantar objetos pesados, torcer a mão repetidamente) ou usar ferramentas que exigem movimentos repetitivos (como no caso da jardinagem e desportos de raquete); adultos com idades compreendidas entre os 30 e os 50 anos; mulheres; gravidez; e doenças inflamatórias como a artrite reumatóide.
Fatores Protetores
Adequação dos equipamentos utilizados e movimentos realizados, especialmente dos que requerem repetição, com descanso suficiente entre as atividades mais exigentes em força; e prática de alongamentos e fortalecimento muscular do punho, mão e polegar.
Tratamento
É recomendado repouso (evitar atividades que exijam movimentos e força do polegar e punho) e aplicar gelo ou compressa fria localmente durante 5 a 20 minutos a cada 4h durante 2 a 3 dias. O uso de uma ortótese para o polegar e punho que os imobilize cria uma janela de oportunidade de descanso e consequentemente recuperação.
Dedo em gatilho / Tenossinovite Estenosante
Dedo em gatilho / Tenossinovite Estenosante
O “dedo em gatilho,” cientificamente conhecido como tenossinovite estenosante, é uma condição que afeta os tendões e articulações dos dedos, especialmente o polegar e os dedos médios. É caracterizado por um encurtamento e espessamento dos tendões flexores, o que pode resultar em dificuldade em estender ou fletir o dedo afetado de forma suave.
Sintomas
Dificuldade na flexão ou extensão: O dedo afetado muitas vezes fica dobrado numa posição de flexão e, ao tentar endireitá-lo, pode ocorrer uma sensação de bloqueio, ressalto e dor. Pode haver edema (inchaço) perceptível na base do dedo e a formação de um nódulo palpável. A mobilidade do dedo fica limitada, podendo dificultar tarefas quotidianas, como agarrar objetos.
Fatores de Risco
Esta patologia é mais comum em adultos de meia-idade e idosos. As mulheres têm uma maior tendência a desenvolver esta patologia do que os homens. Pode estar associado a algumas patologias, como a diabetes e a artrite.
Fatores Protetores
Embora não haja medidas específicas para prevenir o “dedo em gatilho”, a evicção de movimentos repetitivos e exercícios regulares podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver esta patologia.
Tratamento
O tratamento para o “dedo em gatilho” pode variar de acordo com a gravidade dos sintomas. Exercícios específicos para melhorar a amplitude de movimento e reduzir a dor. O uso de uma tala pode ajudar a manter o dedo numa posição reta e reduzir a irritação dos tendões. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem aliviar a dor e a inflamação. Em casos mais graves, o médico pode recomendar um plano de fisioterapia e/ou procedimentos ecoguiados para reduzir a inflamação.
Em casos crónicos ou quando os tratamentos não invasivos não funcionam, a cirurgia pode ser necessária para liberar os tendões e restaurar a função normal do dedo.
Instabilidade do punho ou “pulso aberto”
Instabilidade do punho ou “pulso aberto”
A Instabilidade do punho ou “pulso aberto” caracteriza-se pela incapacidade de manter a estabilidade do punho, com sensação de fraqueza, dor e dificuldade em executar movimentos precisos com a mão e o punho. Desenvolve-se por: lesões traumáticas, como quedas ou impactos diretos no punho; lesões ligamentares, como entorses graves ou rupturas dos ligamentos do punho; desgaste crónico das estruturas do punho, como acontece na artrite.
Sintomas
Sensação de “pulso solto” ou “pulso aberto”; dor no punho, especialmente durante atividades que exigem movimentos de flexão, extensão ou rotação; fraqueza no punho, dificultando na execução de tarefas que exigem força ou precisão; sensação de que o punho pode “ceder” ou “sair do lugar”; inchaço e desconforto na região do punho.
Fatores de Risco
Lesões prévias no punho, como entorses ou fraturas; Prática de desportos de contato ou atividades que envolvam movimentos repetitivos do punho; Idade avançada, pelo desgaste articular; Condições médicas, como artrite ou hiperlaxidez ligamentar.
Fatores Protetores
Realizar exercícios de fortalecimento e estabilização do punho e da musculatura adjacente; usar equipamentos de proteção adequados durante a prática de desportos ou atividades físicas de alto impacto.
Tratamento
Repouso e imobilização temporária do punho afetado; Fisioterapia para fortalecimento da musculatura do punho, para o aumento da estabilidade do mesmo e da amplitude de movimentos; Uso de órteses ou talas para fornecer suporte e estabilização adicionais ao punho; Medicamentos analgésicos para alívio da dor e redução da inflamação; Em casos graves ou refratários ao tratamento conservador, pode ser considerada a cirurgia.
Rizartrose
Rizartrose
A Rizartrose é uma forma de osteoartrite, que é a degeneração da cartilagem que reveste as articulações, e afeta a articulação da base do polegar, chamada articulação trapézio-metacarpiana. Esta é a articulação que permite que o polegar se mova em várias direções, tornando-o extremamente importante para a destreza da mão e a realização de tarefas diárias.
Sintomas
Dor na base do polegar, inchaço, rigidez, fraqueza; dificuldade em segurar objetos pequenos, escrever e abrir recipientes.
Fatores de Risco
Envelhecimento pelo desgaste da cartilagem; Sexo feminino; História Familiar; Profissões ou atividades que envolvem movimentos repetitivos da mão, como costura ou digitação; Lesões anteriores na articulação do polegar.
Fatores Protetores
Manter um peso saudável; Evitar lesões com descanso adequado; Fortalecimento muscular da mão e do polegar pode ajudar a manter a articulação saudável; Postura adequada e ergonômica;
Tratamento
Uso de medicação analgésica e de talas ou órteses de suporte à articulação do polegar, além de exercícios de fortalecimento da musculatura da mão para melhorar qualidade de vida e prevenir lesões futuras. Em casos graves, poderá ser necessário avaliação médica e até cirúrgica.
Artrite dos Dedos
Artrite dos Dedos
A Artrite dos dedos é uma inflamação das articulações dos dedos, sendo uma condição associada a diferentes formas de artrite, que é um termo genérico que abrange várias doenças que envolvem inflamação nas articulações.
Sintomas
Dor, inchaço, rigidez e diminuição da amplitude de movimento nas articulações afetadas. Pode haver sensibilidade ao toque e, em casos mais avançados, deformidades nas articulações. A artrite dos dedos pode interferir nas atividades diárias, como ao segurar objetos pequenos, escrever ou vestir-se.
Fatores de Risco
Idade Avançada; Sexo feminino; História familiar de Artrite; Lesões prévias nas Articulações; Obesidade ou excesso de peso.
Fatores Protetores
Manter um peso saudável; Prática de exercício físico regular, de baixo impacto, para fortalecer os músculos em volta das articulações; Dieta Saudável; Proteção assegurada ao realizar atividades que possam sobrecarregar as mãos, como escrever por longos períodos de tempo, e pausas regulares.
Tratamento
Medicação analgésica; Exercícios específicos podem fortalecer os músculos e melhorar a amplitude de movimento; Órteses e Talas podem ajudar a aliviar a pressão nas articulações; Avaliação médica é necessária nestes casos.
Informação: Todas as informações aqui constantes são um mero resumo para uma compreensão geral das patologias, destacando a sua definição, sintomas, fatores de risco, medidas protetoras e opções de tratamento.
Consultar um profissional de saúde especializado é fundamental para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento eficaz.